quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Sogras, melhor não tê-las


Sinto inveja de quem tem a sogra como uma segunda mãe. Comigo não é  bem assim. Desde o início, nunca houve aquela empatia da parte de lá. E vou te dizer: se isso acontece também com você, “tamo junto”.
Você tenta de tudo para se integrar àquela família que deverá ser também sua para sempre. Mas não adianta tentar se aproximar, porque vão te achar sonsa. Se você emitir sua opinião, vão te achar grossa. Se você ficar na sua, vão dizer que você é antipática. Se você quiser ser agradável, simpática, e puxar assunto, vão te chamar de falsa. E se um dia você falar o que pensa, você será taxada de mal-educada. Reparar a educação das filhas dos outros é fácil... Difícil é ver o que se tem em casa. 
Quando a mãe do seu grande amor não vai com a sua cara, nem que você se materialize na Gisele Bundchen com a bunda da Kim Kardashian e o cérebro de Einstein vai adiantar. Forget it and keep walking.
Conheço amigas que passam por isso ou até pior, que têm aquelas sogras que fazem inferno mesmo. De ligar, pentelhar, inventar mentiras. Tem de tudo. Eu me pergunto o que faz uma pessoa de 60 anos agir dessa forma. O que ela ganha ao fazer questão de, em vez de unir, desintegrar a família por pura implicância? 
Paciência tem limite. Você até aguenta uns anos, mas vai ter uma hora que se tudo o que você faz parece errado, vai te dar vontade de ligar um belo de um foda-se. Em alto e bom som. Afinal, ninguém é saco de pancada, certo? E tem uma regra universal que só tem duas pessoas no mundo que têm o direito de xingar ou gritar com você: seu pai ou sua mãe. Se for pai ou mãe dos outros, ligue o foda-se e seja muito, muito feliz, com o grande amor da sua vida. 
E lembre-se: “Gentileza gera gentileza”. Mas coice gera coice.


Daniele Van-Lume Simões                 17 de agosto de 2017

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